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O branco é paisagem

O branco é paisagem
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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vejo o alentejo passar.
Não me empurra,
por momentos não faz mal a vida passar.

Se fecho os olhos Lisboa acorda,
insónia desolada.
Lisboa dos autocarros apinhados às 8h da manhã em Sete-Rios,
Lisboa do Cais-do-Sodré mal habitado às 6h.
Lisboa de tantos cafés, tantos.
Lisboa sem nada para fazer,
chove.
Lisboa do passo apressado.
Lisboa das mil pessoas que encontro,
das pessoas que se defendem,
das pessoas que nunca vejo,
Lisboa das supresas.
Passa o camião do lixo de madrugada,
acorda o papagaio que grita,
Os primeiros autocarros ecoam,
e o comboio passa sempre.

Sem ela não eras tu Alentejo,
não saberias que este é o Teu silêcio.

Leonor Um Dia
09.05.09

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