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O branco é paisagem

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Luva Negra, poema à Maria

O Luva Negra é contrabandista.
De cidade em cidade ele procura o proibido,
pilha e devassa, deixa tudo vazio.
Esta cidade aplaude, viva o contrabandista que
nesta terra é bem visto, levou o que era proibido
tudo agora é permitido.

A cidade vizinha onde todos viviam em
irritante calmaria,
vê chegar o Luva Negra, de bolsos cheios
de proibida mercadoria.
E se ali de proibido pouco havia,
troca em troca, com inflações e vigarice,
todos aplaudem o contrabandista
Que deixam a cidade repleta da mais
ilicita e excitante patifaria.

E as mulheres arrepiadas com o perfume
do malfeitor
Exibem os seus maridos aparvalhados,
também é ilicito o seu amor.
Mas o luva negra não desvia caminho
não desvia o olhar.
Aquela luva guarda o beijo da única mulher que soube amar.

E apesar do mulherio
ele pilha e devassa
e esconde e trespassa,
mas por onde quer que passa,
leva o seu coração vazio.

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