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O branco é paisagem

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Conto Infantil de uma Hora


Era uma vez um senhor velho velho velho. O corpo dele eram as barbas que tinha, tão longas eram.
Chamava-se Tempo.
Um dia, tantas eram as suas filhas, que o Tempo resolveu dar-lhes nomes a todas. Às horas.

Hora Primeira
Hora Certa
Hora Incerta
Hora Esperada
Hora Chegada
Hora H
Hora Declarada
Hora Interminável
Hora Desejada
Hora Infindável
Hora Marcada
Hora da partida
Hora do Adeus
...

E tantas horas passou a nomear horas que ao Tempo se esgotaram os nomes.
Faltava apenas uma Hora. Já que a penúltima se chamou Hora Final.

Esta ficou muito chateada por todas as suas irmãs terem identidade, menos ela. E nesta insatisfação começou a percorrer o Mundo e todo o seu dicionário  a ver se se encontrava.

E foi num certo momento, numa certa hora, e já pronta para desistir, no máximo da sua frustração, que a Hora se irritou e gritou:
Ora Bolas!
E foi assim que, livrando-se do H e juntando-se a outra palavra (sempre é melhor estar acompanhada), que a Hora largou o seu “nome comum” e destacou-se das suas irmãs – simples substantivos abstractos- e passou a ser então, uma forte interjeição!
Ora bolas!