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O branco é paisagem

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terça-feira, 16 de julho de 2013

há mar e mar e mar e mar


Dizem que o mel faz bem, que o que arde cura, e que a água salgada limpa tudo.

E dizem que ir ver o mar é o melhor remédio. Ingere-se essencialmente através dos olhos e tem efeito imediato em toda a parte do corpo, incluindo a alma.

[Já não vejo mar há tanto tempo]

enrolo o cabelo com os dedos à velocidade dos meus pensamentos.. ambos me transportam ritmicamente para o mar revolto. Sei que tem rochas, que é de noite e que te encontras no conforto do que já conheces.

[respiro]

Vejo o mar na praia. Pode ter rochas ou não, é de dia, está calor. As ondas têm o compasso da respiração.  O mar, psicólogo, espelha-te com a moldura do horizonte a azul e infinito. Um mar que tu tão bem conheces.

Quando te prescreves então água salgada, doce ou que arda, vais de encontro marcado contigo
[Com o eu que nunca me larga]
Chegas e lá está ele. Não és tu. É ele. A água não te toca na alma! Sente-la na pele, acelera-te os músculos, invade-te as narinas. Queres lá saber da alma. É o mar no teu corpo, nada mais.

Tudo o resto foi sugado, transformado em sal que limpa tudo e tu não sabes porque estás tão cansado.

[Será que é assim? É tudo muito romântico mas deve ser só porque há muito tempo que não vejo o mar]