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O branco é paisagem

O branco é paisagem
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quinta-feira, 13 de março de 2014

Do corpo vazio desdobram-se passos mecânicos,
Sem paz ao estar parados.
A garganta trinca silêncios,
E a noite arrasta-se pela existência adentro.

Não sabe que a alma germina palpitações secretas que ao universo pertencem:
É na obscuridade que a poesia conspira.

É nesta treva que um só gesto, do desencanto inesperado,
consegue revolver do mais visceral abismo
uma tempestade que do tormento se transforma em dia

Ao olhar o teu corpo a mim entregue,
esquecido de si na minha respiração suspenso,
tremo ao sentir a alma que julgava ausente.

Neste teu instante infinito onde agora habito
Há a paz do teu cabelo, dos teus ombros alongados em abraços,
Na minha noite és um sismo,
Que abre um espaço em cada um dos meus centímetros cerrados
Tu e ela são aliados e eu não sabia.
No meu útero tu e a poesia conspiram
Um grito que não é treva, não é tormento.
Mas é vertigem, é abismo.



E o universo é a alma a cada instante a dar à luz um recomeço.

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