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O branco é paisagem

O branco é paisagem
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sexta-feira, 28 de março de 2014

no metro II

A semana está a acabar, o dia a começar
e a vida entre esperas.
Os sonhos desamparados tornam os meus passos pesados
E eu a minutos de me atrasar.
Lanço languidamente vários olhares
com a calma infinita de quem não espera retorno.
Fantasias mornas que se embatem já sem força
contra corações secos e engelhados
e deles escorregam lamacentas,tão ou mais vazias.
Mas tu espreitas-me. Como se eu existisse.
Não me espreites, olha-me. Dispo-me para ti, sem tempo, sem sonhos
Porque a tua palpitação engoliu a minha
com a voracidade das múltiplas possibilidades,

Os sonhos são esperas, os dias não têm principio nem fim
mas tu és um campo vasto de vento parado. Aqui.
A minutos da minha vida começar
Sinto-te quase a chorar? Quero provar as tuas lágrimas e saber
se o infinito sabe a ti.
Depressa.Agora.Aqui.
A segundos de nascer, a segundos de nos perder.
O destino é um caminho apertado e tu não segues a meu lado
Choro mais um fim amargo: “Saio aqui”





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